Maximilien estudante em Sciences Po Bordeaux, na “filière intégrée” Bordéus/Coimbra.

 
Grandes Ecoles, Portugal
Maximilien, Portugal

Como escolheu os seus estudos?

Desde os 3 anos, estudei no Liceu Francês em Lisboa. Com 17 anos, fui para França, para o internato militar pois parecia-me a melhor opção para preparar o concurso de Science Po. Depois do BAC (conclusão do secundário) integrei Sciences po Bordéus, um dos 7 IEP (Instituts d’Etudes Politiques) na “filière intégrée” com a Universidade de Coimbra. Além das largas possibilidades profissionais que Science Po me possibilita, gostei do facto de poder vir estudar 2 anos para Portugal e de ter, ao fim de 5 anos, dois mestrados, um português, outro francês.

E agora?

Agora falta-me 1 ano e meio para acabar o curso mas já tive possibilidade de me especializar tanto em Coimbra como em Bordéus (escolhi Gestão e Management em França e Relações Internacionais em Portugal).

 

Porque decidiu ir estudar para França?

Sempre tive a ideia de vir a estudar em França, se calhar pelo próprio facto do ensino no Liceu Francês ser um ensino “à francesa”. Mesmo assim, na crise atual, ir estudar para fora e em particular para França, é uma oportunidade de descobrir uma maneira de ensinar diferente, muito virada para a promoção da excelência (as ditas “grandes écoles”) e a inserção profissional. O reconhecimento internacional de muitas “écoles” e universidades é impressionante e permite ter acesso a parcerias incríveis. Por exemplo este verão vou para a Universidade de Berkeley, graças a Sciences po Bordeaux!

O que foi o mais difícil?

E importante realçar que o nível do ensino é elevado, nomeadamente os exames de entrada que são, para muitas escolas, muito seletivos. É também preciso ter em consideração todas as dificuldades que nascem naturalmente quando se troca de país, como a adaptação a alguns hábitos e maneiras de fazer as coisas. No entanto, essa integração não é difícil, sobretudo para os que já conhecem um pouco a cultura francesa.

Do que mais gostou?

E importante sublinhar que fiquei contente pelo meu percurso ter uma vertente portuguesa tanto pela afeição que tenho pelo pais como a própria qualidade do ensino, que é importante também salientar.

Conselhos para futuros estudantes

O importante no fundo, é definir o projeto da maneira mais nítida possível e verem se eventualmente o vosso projeto não vale a pena uma visitinha a França!