Alexandre, estudante do Mestrado Erasmus Mundus TPTI (Techniques, Patrimoine,Territoires de l'Industrie) em Paris 1 Université Pantheon Sorbonne

 
Alexandre, Portugal

Alexandre, estudante do Mestrado  Erasmus Mundus TPTI em Paris 1 Université Pantheon Sorbonne  

 

TPTI (Techniques, Patrimoine,Territoires de l'Industrie)


Como escolheu os seus estudos e porque decidiu ir estudar para França?

Decidi estudar Património Industrial uma área de estudo na qual já me tinha especializado na Universidade de Évora. Nesta mesma instituição tive conhecimento do Mestrado Erasmus Mundus TPTI (Techniques, Patrimoine et Territoires de l´Industrie) um consórcio de 3 universidades (Évora, Pádua e Paris) com sede em Paris.
Ganhei a bolsa e entrei no Mestrado pelo que tive de passar 7 meses em França, 7 meses em Évora, 7 em Pádua e 3 na Cidade do México. 
As línguas oficiais do mestrado eram o Francês e o Inglês, na altura não dominava o Francês, tive de passar os 3 últimos meses antes de ir para França a estudar a língua, o que me foi muito útil, pois 90% das aulas e das actividades foram em francês.
Posso dizer que decidi ir para França devido à existência deste mestrado e não pelo país em si.


E agora?


Terminei o mestrado em 2012, desde que regressei a Portugal as ofertas de trabalho que tive e o meu actual trabalho consegui através da língua Francesa. O domínio da língua francesa foi uma mais-valia na procura de trabalho em Portugal. Existem muitas empresas francesas em crescimento em Portugal.
Actualmente sou gestor de encomendas numa empresa portuguesa e o mercado com o qual eu trabalho é o francófono.


O que foi o mais difícil?


O mais difícil foi a adaptação à cidade de Paris. Em primeiro porque não dominava a língua e a segunda foi por sentir na universidade e no dia-a-dia um desconhecimento brutal em relação a Portugal, fizeram muitas vezes perguntas como: "Existem transportes públicos em Portugal"? "Sabes trabalhar com um computador?","Há água potável em Lisboa"?.
Ao início ficava bastante revoltado e enfurecido, mas com o passar do tempo vi que as pessoas não o faziam com más intenções, trata-se apenas de desconhecimento. Pelo que no final do segundo mês comecei a achar graça e a brincar com a situação. 



Do que mais gostou?


Adorei a CITé Universitaire, o acesso ao desporto e à cultural é formidável. 
Amo Paris, é fascinante e considero-a a minha segunda cidade. 
Apreender francês e estudar a língua francesa foi extraordinário, é uma língua que me continua a surpreender e dá-me um enorme prazer falar.
Em Paris  o contacto com a diversidade étnica, religiosa e cultural fez-me olhar e compreender o mundo de outra forma, enriqueceu-me imenso.


Conselhos para futuros estudantes

Vão com o espírito aberto, abram-se à cidade, aprendam a língua, conheçam o país e a cultura.
A França não é só Paris, aproveitem para conhecer as restantes regiões e os estilos de vida das mesmas.
Tenham também paciência, os parisiense não são conhecidos por serem pessoas mais simpáticas do mundo, mas com o tempo revelam-se amigos extraordinários!